BH e Sete Lagoas tem o maior número de casos de gestantes com Zica Vírus

Foto: Ilustrativa
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Mesmo com a preocupação com outras doenças provocadas pelo Aedes aegypti, a dengue continua matando em Minas Gerais. Em uma semana, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou, nesta terça-feira, mais cinco mortes da doença, saindo de 14, registrados em 8 de março, para 19. O número de casos prováveis da enfermidade segue em disparada. Em sete dias, foram mais 32.921 notificações. Em relação a zika, o aumento foi de 51% no número de casos confirmados no período.
Os dados divulgados pela SES mostram que a dengue ainda representa um grande perigo para a população. Além das 19 mortes, outras 91 ainda estão sendo investigadas e podem ter sido causada pela doença. Se confirmadas, em apenas 75 dias, Minas Gerais vai superar o número os 76 óbitos registrados no ano passado.

O número de casos prováveis de dengue já chega a 193.541. No último boletim, Minas tinha 160.590 notificações, em uma semana o aumento foi 32.921. Neste ano, a SES mudou a metodologia do balanço do número de casos da doença. Agora, estão sendo usados os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação que engloba os casos suspeitos e confirmados, mesma estratégia utilizada pelo Ministério da Saúde. No ano passado, em 13 de março, o Estado tinha 3.582 casos confirmados da doença e cinco mortes. Se todos os casos confirmados da doença neste ano forem confirmados, os dados de 2015 são 54 vezes a menos.

Em 2016, as mortes foram registradas em 12 cidades. Juiz de Fora, na Zona da Mata, é a que apresenta o maior número. A SES confirma cinco na cidade, porém, a Secretaria Municipal de Saúde já contabiliza oito. Belo Horizonte registra quatro mortes. Além Paraíba, Bicas, Divinópolis, Espera Feliz, Ibirité, Monte Carmelo, Mutum, Raposos e Patrocínio e Recreio, uma cada. Segundo a SES, a maioria dos óbitos (12) foi de pessoas da faixa etária acima de 50 anos.

O crescimento também acontece no número de casos de zika. A SES confirmou as primeiras contaminações em pessoas que não estavam na zona de risco – grávidas ou que se encaixavam no protocolo da microcefalia. Segundo o balanço, 10 moradores mineiros contraíram a doença. Na última semana, não tinha nenhuma confirmação. Outros 3.009 notificações ainda são investigados.

Segundo a SES, a tendência é que haja um aumento no número de casos confirmados da doença. Isso devido aos exames que estão aguardando resultado na Fundação Ezequiel Dias (Funed), que está analisando os materiais genéticos colhidos dos pacientes.

Alta também no número de gestantes que apresentaram exantema com possível relação ao zika vírus. Foram confirmados mais 14 novos casos, saindo de 47 para 61 em sete dias. Outros 220 notificações ainda estão sendo investigadas. Belo Horizonte e Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, são os municípios com o maior número de casos, oito cada um. Em seguida, vem Coronel Fabriciano e Ipatinga, com seis cada. Em relação aos casos do protocolo de monitoramento da microcefalia, segue 71 notificações sendo investigadas e uma confirmação, sendo um caso de aborto espontâneo em Sete Lagoas.

Chikungunya 

A chikungunya também segue os parâmetros da dengue e da zika e apresentou aumento nos últimos sete dias. A SES investiga seis casos da doença no estado, um a mais do que o balanço anterior. É investigada a primeira morte de uma grávida em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Se confirmado, será o primeiro óbito pela doença no estado.

Desde o ano passado, o estado confirmou 18 casos de chikungunya. Destes, 15 foram importados de outros locais. Neste ano, foram três confirmações de casos importados, de moradores de Belo Horizonte, Limeira do Oeste e Santa Vitória, que contraíram a doença na Bahia, Sergipe e Alagoas, Respectivamente.

A preocupação são com os casos de um morador da capital mineira, de uma grávida de Contagem, e de uma pessoa de Santa Luzia, que foram confirmados com a doença e podem ter contraído dentro do estado. Em dois dos pacientes, o local provável da infecção foi Santa Luzia.

VIARedação
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