Prefeitura de Sete Lagoas emite nota sobre paralisação da classe médica

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que, no momento, nenhuma unidade de saúde está sem atendimento médico em Sete Lagoas. Os profissionais que atuam nas UBS’s estão recebendo as demandas do dia e, como mecanismo de paralisação, não atendem pacientes que foram agendados anteriormente.

As principais unidades de urgência e emergência como Hospital Municipal, UPA e PA Belo Vale atendem normalmente nesta quarta-feira, 16. Médicos integrantes do “Mais Médicos” não participam do movimento seguindo a rotina determinada pelo regimento do programa.

Está agendada para o próximo dia 25 de janeiro uma reunião com membros do Sinmed-MG na Prefeitura. Além do prefeito, participarão do encontro secretários municipais e o Ministério Público.

A administração municipal respeita e reconhece o direito de paralisação ou qualquer manifestação democrática de direito, contudo, ressalta que o atraso do pagamento dos servidores municipais foi motivado pelo recorrente atraso de repasses do Governo do Estado de Minas Gerais.

Atualmente o governo estadual deve para Sete Lagoas mais de R$ 119 milhões, sendo que R$ 78 milhões desse montante são da Saúde. Desde meados de 2016, os recursos da área não são transferidos pelo Estado e esse custo passou a ser bancado pelo Tesouro Municipal. Com os atrasos de repasses de ICMS, IPVA, Fundeb e outros iniciados em outubro de 2017 a situação se complicou, mas até outubro de 2018 a Prefeitura conseguiu manter o pagamento do funcionalismo em dia.

O município é administrado atualmente sob um decreto de calamidade financeira que limita gastos e investimentos e, neste momento, concentra toda sua movimentação financeira em pagamentos obrigatórios e acerto de folha. Parte da folha de pagamento de novembro já foi regularizada e, seguindo pedidos de sindicatos, acertos serão realizados nos próximos dias de acordo com o recebimento de recursos oriundos do novo governo estadual.

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