Menina de 11 anos conta ser estuprada pelo pai em carta à professora

A menina contou que foi estuprada, pelo menos, quatro vezes pelo pai. Ela revelou também que ele agredia a mãe

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Carte permitiu descoberta de crime (Imagem Ilustrativa)

Uma menina de 11 anos entregou uma carta para a professora contando que vinha sofrendo abusos sexuais do pai, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A Polícia Militar foi acionada e o suspeito de 37 anos foi encaminhado a delegacia de Polícia Civil, onde foi ouvido e liberado em seguida, tendo em vista que o crime não ocorreu em flagrante delito.

De acordo com a Polícia Militar, a carta foi entregue para a professora na última sexta-feira (10). Nesta segunda-feira (13), a docente acionou o Conselho Tutelar e a polícia para acompanharem o caso.

A menina contou que foi molestada, pelo menos, quatro vezes pelo pai, em nenhuma delas houve conjunção carnal, porque a criança conseguiu evitar. A vítima relatou ainda que o pai agredia a mãe dela e fazia consumo exagerado de álcool.

Segundo o jornal O Tempo apurou, o pai chegava bêbado no quarto da filha a noite para cometer o abuso sexual.

A mãe da garota contou aos policiais que a filha já tinha lhe dito que o pai tinha oferecido dinheiro em troca de relações sexuais. A mulher disse que não sabia o que aconteceu depois por não ter rendido o assunto com a menina. Ela disse também que o marido estava reduzindo o consumo de bebida alcoólica.

A criança relatou na carta que tinha medo que a irmã mais nova, de 8 anos, que ela também fosse estuprada. “Ela usou meia folha do caderno. A cartinha foi escrita por ela, com vários erros de português, típico de uma criança da sua idade e próprio da maneira que se fala”, explicou a conselheira tutelar Waléria Elias.

Com a volta das aulas presenciais, a garota de 11 anos foi estudar mais próxima do colégio e, por isso, ficou morando na casa da avó, onde teria se sentido mais segura. “Ela escreveu a carta, porque tinha medo que a irmã mais nova sofresse os abusos no lugar dela”, frisou Elias.

Diante desses fatos, os pais foram levados à Delegacia de Polícia Civil e as crianças ficaram aos cuidados de familiares.

De acordo com a conselheira tutelar Waléria Elias, a menina vai ser encaminhada para acompanhamento psicológico. “Ela tem a postura de uma criança abusada: o choro dela é extremamente doído e muito sofrido”, descreve. O Ministério Público e a Vara da Infância serão comunicados pelo conselho tutelar nesta terça-feira, 14.

(matéria atualizada às 19h19)

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