Delegado da Polícia Civil se entrega após duas semanas foragido

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Rafael Lopes Azevedo, delegado da Polícia Civil, se entregou neste sábado em Belo Horizonte. — Foto: Arquivo/TV GLOBO

O delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Rafael Lopes Azevedo, se entregou neste sábado (9) na sede da Corregedoria de Polícia Civil, em Belo Horizonte. Ele era considerado foragido desde o dia 28 de junho, quando a Polícia Federal (PF) e a Corregedoria de Polícia Civil fizeram a Operação Forseti para combater grupo que cometia crimes como corrupção ativa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Civil, o delegado foi encaminhado à Casa de Custódia da Polícia Civil, e permanecerá à disposição da justiça.

O advogado de defesa do delegado, José Jonai Gomes de Lemos, entrou na quinta-feira com um pedido de revogação da prisão. A defesa nega todas as acusações. Diz que ” O preso foi solto pela justiça e não pelo delegado. A denúncia de que o delegado teria recebido dinheiro para soltar e liberar a droga é falsa.”

De acordo com as investigações, o grupo era composto por policiais civis da Delegacia de Repressão ao Furto, Roubo e Desvio de Cargas (Depatri) e foram encontrados indícios de que eles receberam muito dinheiro para “esvaziar o procedimento investigativo”. Os investigadores apontam que o grupo foi acionado por um homem para intermediar a soltura de um terceiro, preso em flagrante por tráfico de drogas. O preço para liberar o preso seria o pagamento de R$ 600 mil em propina a policiais civis, entre eles, Rafael Lopes Azevedo.

Carro de luxo foi apreendido durante a Operação Forseti — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A investigação aponta esse suspeito estava com 36 quilos de cocaína em uma casa usada como “laboratório” para o armazenamento, preparo e corte de drogas.

Segundo a polícia, a negociação envolveu a soltura dele e a devolução dos entorpecentes. Ainda segundo as investigações, há pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema – que eram usadas para ocultar valores conseguidos nos crimes.

Operação acontece em conjunto com as polícias Civil e Federal — Foto: TV Globo

No dia 28 de junho, a PF informou que cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, entre os alvos, três policiais civis. Houve, ainda, 20 mandados de busca e apreensão, todos cumpridos. A operação ainda resultou em seis mandados de afastamentos da função pública de policiais, bloqueio de valores em 23 contas bancárias e sequestro de 33 imóveis e diversos veículos.

Foram apreendidos, ainda segundo a PF, 17 armas, 24 carros, duas motos e um quadriciclo.

As ordens judiciais foram cumpridas em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Ibirité e Sarzedo, na Grande BH, Sete Lagoas, na Região Central, e Juiz de Fora, na Zona da Mata. Participam da operação 104 policiais – sendo 76 federais e 28 civis.

O Globocop sobrevoou o condomínio de luxo Quintas da Jangada, em Ibirité, e mostrou ao vivo no Bom Dia Minas a operação policial.

Agentes da Polícia Federal estiveram no local — Foto: TV Globo

Os presos ficarão à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Se condenados, podem cumprir até 37 anos de prisão, além de multa.

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De acordo com a PF, Forsetiestá relacionado à figura mitológica nórdica caracterizada pela representação da justiça e do conhecimento interior.

 

O que diz a Polícia Civil

 

Leia a íntegra da nota:

“A Polícia Civil informa que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais realizou, nesta manhã (28/6), operação conjunta com a Polícia Federal e com o Ministério Público de Minas Gerais, e cumpriu 9 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão na capital e na região metropolitana. A ação é resultado de investigações relacionadas à prática de crimes contra a Administração Pública, entre outros. Os mandados, expedidos pela Vara de Tóxicos, Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro, foram cumpridos em Belo Horizonte, Nova Lima, Betim e Contagem. Os servidores presos foram recolhidos na Casa de Custódia da Polícia Civil, onde estão à disposição da Justiça”.

Operação aconteceu no condomínio Quintas da Jangada, em Ibirité, na Grande BH — Foto: TV Globo

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