
Ingrid Miranda, de 43 anos, foi condenada nesta sexta-feira (8), por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, após ter assassinado o companheiro, Marcos Antônio Soares, e concretado o corpo embaixo da cama do casal, em Belo Horizonte. O crime ocorreu em novembro de 2022, no bairro da Ocupação Rosa Leão, na região Norte da capital.
Apesar da possibilidade de uma pena combinada que poderia chegar a mais de 30 anos — entre 12 e 30 anos por homicídio qualificado e 1 a 3 anos por ocultação de cadáver — o conselho de sentença aplicou a tese de “homicídio privilegiado”. Essa redução foi justificada pela identificação de “violentíssima emoção” causada por uma provocação considerada injusta por parte da vítima, conforme prevê o Código Penal. Com isso, a pena final somou 10 anos, 6 meses e 15 dias, em regime fechado. A ré, que aguardava julgamento em liberdade, foi presa ao deixar o fórum e não poderá recorrer em liberdade.
A investigação concluiu que Ingrid estrangulou Marcos com um cabo de carregador logo após descobrir uma possível traição e, em seguida, foi à missa. Ao retornar, concretou o corpo sob a cama e permaneceu no local por cerca de uma semana, enquanto um dos filhos começava a perguntar sobre o paradeiro do pai. O cadáver só foi encontrado quando o pai da acusada foi até a casa para buscar roupas dos netos e percebeu mau cheiro, descobrindo o corpo ao levantar o cômodo.