
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfrenta cobranças da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) por suposta sonegação de mais de R$ 10 milhões. As autuações são decorrentes de investigações da Receita Federal no âmbito da Lava Jato.
O caso criminal contra ele foi arquivado em 2022 pela Justiça Federal, após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro e entender que a Vara de Curitiba não era o foro competente. Apesar disso, a Receita abriu seis autos de infração em separado, cobrando valores que teriam origem em movimentações de suas empresas Gamecorp/Gol.
Em março deste ano, uma liminar suspendeu provisoriamente as cobranças, atendendo a pedido da defesa de Lulinha, que alega nulidade das autuações. A PGFN, no entanto, contestou a decisão, sustentando que as provas foram produzidas de forma independente pelos auditores fiscais e continuam válidas.
A Receita Federal também pediu o arrolamento de bens em nome de Fábio Luís, incluindo quotas da empresa LLF Tech Participações, avaliadas em R$ 100 mil, além da G4 Entretenimento, já arrolada desde 2021.
O processo ainda aguarda decisão definitiva da Justiça Federal.