Tremores de terra em Minas já causaram morte; relembre casos no estado e os mais fortes do Brasil

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Foto: MARIA OLIVEIRA /PREFEITURA DE ITACARAMBI

O tremor de 2,9 graus na escala Richter registrado na noite dessa terça-feira (16) na Grande Belo Horizonte assustou moradores, mas não provocou danos, segundo a Defesa Civil. Apesar da baixa gravidade — tremores abaixo de 4 pontos costumam ser considerados leves —, a lembrança de episódios mais graves em Minas e no Brasil mostra que o país também já enfrentou consequências sérias de abalos sísmicos.

Em 2007, Minas Gerais registrou a única morte oficialmente associada a um tremor de terra no estado. Na cidade de Itacarambi, no Norte de Minas, uma menina de 5 anos morreu após o desabamento de uma parede em sua casa, no vilarejo rural de Caraíbas. O sismo, de magnitude 4,9, ocorreu durante a madrugada e atingiu dezenas de construções da comunidade. A irmã gêmea da vítima ficou ferida.

No cenário nacional, o maior terremoto já documentado aconteceu em janeiro de 2024, na Amazônia. O tremor atingiu 6,6 graus, mas não causou prejuízos por ter ocorrido em grande profundidade. Já em 1986, um abalo de 5,1 graus em João Câmara, no Rio Grande do Norte, deixou marcas mais severas: cerca de 4 mil imóveis foram destruídos.

Especialistas explicam que o Brasil, por estar no centro da placa tectônica Sul-Americana, raramente enfrenta terremotos de grande magnitude, geralmente mais comuns em regiões próximas às bordas das placas. No entanto, abalos podem ocorrer por reativações de falhas geológicas antigas ou pela liberação de energia acumulada, o que provoca tremores sentidos em superfície.

O episódio mais recente em Minas reforça a importância do monitoramento constante. Ainda que a maioria dos abalos seja leve e não cause riscos significativos, os registros revelam que o fenômeno faz parte da realidade do estado e do país.

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