
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na última quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Pseudos, que investiga uma organização criminosa responsável por fraudes em processos judiciais. A ação ocorreu em Sete Lagoas e resultou na prisão de três pessoas.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a 12ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte. Além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados.
Na primeira fase da operação, deflagrada em maio deste ano, três advogados já haviam sido presos e 12 mandados de busca e apreensão cumpridos.
De acordo com o MPMG, o grupo criminoso utilizava um esquema de fraudes processuais: impetrava ações contra pessoas já falecidas que possuíam dívidas e apresentava notas promissórias falsas. A estratégia tinha como objetivo induzir a Justiça a bloquear contas bancárias de herdeiros e terceiros, possibilitando que os criminosos tivessem acesso aos valores.
O modus operandi foi descoberto após a tentativa de retirada de R$ 421 mil da conta de uma pessoa falecida, em um processo fraudulento que acabou identificado pela 36ª Vara Cível de Belo Horizonte.