Van de Sete Lagoas se atrasa e candidatos perdem prova do CNU em Belo Horizonte

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São esperados 760 mil candidatos para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU)

Dez candidatos de Sete Lagoas perderam a prova do Concurso Nacional Unificado (CNU) neste domingo (5), após o veículo que os transportava chegar atrasado ao local de aplicação, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Os portões foram fechados pontualmente às 12h30, conforme previsto no edital, e ninguém mais pôde entrar após o horário.

Segundo relatos dos participantes, a van saiu de Sete Lagoas por volta das 9h30 da manhã e enfrentou lentidão no trânsito ao se aproximar da capital, o que acabou comprometendo o horário de chegada. “Faltava pouco tempo, mas a gente acreditava que daria certo. Infelizmente, quando chegamos, os portões já estavam fechados”, contou uma das candidatas, visivelmente abalada.

Outros participantes de Sete Lagoas também enfrentaram imprevistos. Um dos candidatos relatou que viajava em um ônibus que se envolveu em um acidente leve na estrada, o que o fez optar por continuar o percurso de moto — ainda assim, chegou poucos minutos após o fechamento. “É frustrante, me preparei muito e não deu tempo. É a vida”, lamentou.

O episódio gerou comoção entre familiares e concurseiros, especialmente por envolver um exame considerado o “Enem dos concursos públicos”, que reúne mais de 2,6 milhões de inscritos em todo o país. Em Sete Lagoas, muitos estudantes viajaram em grupos organizados ou em transporte particular para participar do certame.

O Ministério da Gestão e Inovação, responsável pela aplicação do CNU, reforçou que as regras do edital são claras quanto ao fechamento dos portões e não há possibilidade de exceções. A recomendação é que os candidatos cheguem com antecedência mínima de duas horas, especialmente em grandes centros urbanos, onde o trânsito costuma ser intenso nos finais de semana.

A situação gerou grande repercussão nas redes sociais, com diversos internautas lamentando a perda de oportunidade para os sete-lagoanos. Em Sete Lagoas, o caso reacende o debate sobre a necessidade de organização e alternativas de transporte para grandes provas realizadas fora da cidade.

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