
O julgamento dos acusados de participação no assassinato do advogado Juliano César Gomes, de 37 anos, entra no segundo dia nesta quarta-feira (29), no Fórum de Sete Lagoas (MG). O crime, ocorrido em maio de 2020, em Funilândia, chocou a região e segue em análise no Tribunal do Júri.
Dois envolvidos, Jean e Junio Neres já haviam sido condenados anteriormente a 37 e 24 anos de prisão, respectivamente, pelos crimes de execução e ocultação de cadáver. Agora, a Justiça analisa a responsabilidade de Thiago Fonseca de Carvalho e Marco Antônio Neres, pai dos condenados.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Thiago Fonseca, também advogado, é apontado como mentor intelectual do crime. Ele era réu em outro processo por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, e Juliano seria testemunha de defesa no caso.
Thiago chegou a fugir da cadeia em Uberlândia em 2021, onde estava detido em uma cela especial, mas posteriormente foi recapturado. Em 2022, obteve habeas corpus e passou a responder em liberdade.
O advogado Juliano César Gomes desapareceu em maio de 2020, após informar à família que iria a um encontro. Seu corpo foi encontrado em uma estrada vicinal de Funilândia no dia 8 de junho do mesmo ano.
A expectativa é que o julgamento seja concluído ainda nesta semana, com a definição das penas dos dois réus que continuam sendo julgados.