Investigação da PCMG revela fraude milionária em siderúrgica de Matozinhos; prejuízo chega a R$ 26 milhões

Cinco pessoas foram presas na operação Ferrum, que apura desvio de valores e lavagem de dinheiro em empresa do setor siderúrgico.

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Foto: Policia Civil

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema milionário de fraude e desvio de recursos de uma siderúrgica localizada em Matozinhos (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A operação, batizada de Ferrum, foi deflagrada nesta sexta-feira (7) e prendeu três homens, de 24, 43 e 56 anos, e duas mulheres, de 41 e 45 anos. Segundo a PCMG, o grupo é acusado de causar um prejuízo estimado em R$ 26 milhões à empresa.

Durante a ação, seis veículos foram apreendidos, outros doze bloqueados e dezenas de bens de luxo foram recolhidos, incluindo joias, relógios, bolsas e óculos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 54 milhões em contas bancárias e seis imóveis ligados aos investigados.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de fraude contra credores, furto qualificado e lavagem de dinheiro.

Esquema milionário

As investigações apontam que, desde 2016, o proprietário da siderúrgica e duas funcionárias de confiança passaram a registrar bens e participações societárias em nome de terceiros, principalmente das duas colaboradoras, para ocultar patrimônio e desviar valores da empresa.

Com o tempo, as mulheres teriam se apropriado de quantias expressivas, utilizando os recursos para adquirir veículos de luxo, imóveis e objetos de alto valor. Os maridos e um filho das investigadas também teriam atuado no esquema, criando novas empresas e movimentando o dinheiro ilícito.

A PCMG informou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que dará prosseguimento às investigações financeiras com apoio do laboratório de lavagem de dinheiro.

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