
O Tribunal do Júri da Comarca de Sete Lagoas marcou para o dia 12 de março de 2026, às 9h, o julgamento de um homem acusado de homicídio qualificado ocorrido em maio de 2025, na cidade de Funilândia, na Região Central de Minas Gerais.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, o réu responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime aconteceu em um posto de combustíveis, onde um empresário de 25 anos foi morto a tiros enquanto abastecia o veículo.
Imagens de câmeras de segurança anexadas ao processo registraram toda a ação criminosa. Os vídeos mostram o autor se aproximando da vítima e efetuando diversos disparos de arma de fogo, inclusive recarregando a arma para continuar o ataque, o que reforçou a tese de execução premeditada.
Motivação e indícios de premeditação
De acordo com a acusação, o crime teria sido motivado por questões passionais. O acusado não aceitava o fim de um relacionamento de longa duração e suspeitava que a vítima mantinha vínculo afetivo com sua ex-companheira.
A decisão de levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri foi fundamentada em provas materiais, imagens de segurança e depoimentos que indicam monitoramento prévio da vítima. Conforme os autos, o acusado aguardou o momento em que o empresário se encontrava em situação de vulnerabilidade para cometer o crime.
Versões apresentadas e perfil investigado
Em interrogatório, o réu confessou o homicídio, mas alegou ter agido sob forte abalo emocional e quadro depressivo. Familiares relataram que ele apresentava sinais de instabilidade emocional antes do crime.
Por outro lado, testemunhas ouvidas durante a investigação relataram comportamento agressivo e intimidador por parte do acusado. Consta nos autos que ele possuía registro como CAC e utilizava redes sociais para divulgar conteúdos relacionados a armas de fogo. Alguns depoimentos indicam que pessoas próximas à ex-companheira deixaram a cidade por medo.
Uma das testemunhas destacou a frieza demonstrada durante a execução, afirmando não ter percebido sinais de descontrole psicológico no momento dos disparos.
Prisão e possível pena
Após o crime, o acusado permaneceu foragido por cerca de três semanas, sendo localizado e preso preventivamente em Funilândia. Ele segue custodiado e à disposição da Justiça.
Caso seja condenado com a manutenção de todos os qualificadores apresentados pelo Ministério Público, a pena pode chegar a até 30 anos de reclusão.