
O corpo do piloto de 40 anos que morreu após a queda de um ultraleve no mar da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será levado nesta segunda-feira (29) para Juiz de Fora, onde ocorrerá o sepultamento. Embora natural de Goiás, o piloto residia na cidade mineira.
O acidente aconteceu no sábado (27), por volta das 12h30, quando a praia estava bastante movimentada. A aeronave, utilizada para rebocar faixa publicitária, caiu de bico no mar na altura do Posto 3, nas proximidades da Rua Hilário de Gouveia. O piloto estava sozinho no ultraleve no momento da queda.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro iniciaram imediatamente as buscas, com apoio de embarcações, mergulhadores, motos aquáticas, drones e aeronaves. O corpo foi localizado cerca de duas horas após o acidente. Testemunhas relataram que o ultraleve afundou rapidamente depois do impacto com a água.
Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a empresa responsável pela aeronave não possuía autorização para realizar aquele tipo específico de publicidade aérea no dia do acidente e deverá ser autuada por irregularidade. A empresa, por sua vez, divulgou nota lamentando a morte do piloto e afirmou que o ultraleve estava com manutenção e certificações em dia, além de declarar colaboração com as autoridades.
Informações repassadas por funcionários do aeroporto de Jacarepaguá indicam que o voo partiu daquele terminal. De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil, a aeronave era um ultraleve modelo Cessna 170A, de matrícula PT-AGB, considerado apto para voo.
As causas da queda estão sendo apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Agência Nacional de Aviação Civil também acompanha o caso. O objetivo da investigação é esclarecer a dinâmica do acidente e prevenir novas ocorrências, sem atribuição prévia de culpa.