
A manicure Cinthya Micaelli Soares Rolliz, de 26 anos, foi assassinada a tiros na madrugada desta quarta-feira (31), dentro da própria residência, no bairro Jardim América, na Região Oeste de Belo Horizonte. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Alex de Oliveira Souza, de 28 anos, que não aceitava o fim do relacionamento.
Conforme apurado pela reportagem, Cinthya estava dormindo ao lado da filha, de cinco anos, quando o homem pulou o muro da casa, entrou pela janela do quarto e efetuou diversos disparos contra a vítima, que morreu no local. A criança não foi ferida, mas entrou em estado de choque após presenciar a cena.
Familiares relataram que o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, comportamento agressivo e perseguições constantes. A separação havia ocorrido cerca de três meses antes do crime, e Cinthya possuía medida protetiva contra o ex-companheiro. Mesmo assim, segundo a família, ele continuava rondando a residência, o local de trabalho da vítima e fazia ameaças frequentes.
Ainda de acordo com os relatos, boletins de ocorrência já haviam sido registrados e a polícia foi acionada em outras oportunidades. A família afirma, no entanto, que nenhuma medida efetiva conseguiu impedir o crime. Cinthya demonstrava medo constante do ex-companheiro e chegou a relatar essa preocupação a pessoas próximas.
A jovem tinha planos de viagem para comemorar o aniversário, que seria celebrado no início de janeiro. O que seria um período de festa para a família acabou sendo marcado pela tragédia e pelo luto.
Após cometer o homicídio, o suspeito fugiu do local e chegou a circular pela região antes de desaparecer. A Polícia Civil instaurou investigação para apurar todas as circunstâncias do crime e trabalha para localizar e prender Alex de Oliveira Souza.
O caso é tratado como feminicídio e reacende o debate sobre a efetividade das medidas de proteção às vítimas de violência doméstica, especialmente em situações de risco já previamente identificadas.