
Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em um hospital de Belo Horizonte desde dezembro, após complicações decorrentes do uso de uma caneta emagrecedora adquirida de maneira irregular no Paraguai. O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (21) devido à gravidade dos sintomas apresentados.
Segundo familiares, a paciente aplicou por conta própria o produto vendido como Lipoless, uma caneta emagrecedora que não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pouco tempo depois, ela começou a apresentar sintomas preocupantes, incluindo urina com coloração avermelhada e fraqueza muscular intensa.
Com a piora do quadro, a mulher foi levada ao hospital, onde precisou ficar internada na unidade de terapia intensiva (UTI). Entre os problemas observados pelas equipes de saúde estão sinais neurológicos graves, e há suspeita de envolvimento de uma condição rara que afeta o sistema nervoso e muscular.
Autoridades em saúde alertam que produtos desse tipo — comercializados como emagrecedores em formato de caneta, sem qualquer registro ou controle sanitário — representam risco significativo à saúde. A Anvisa já proibiu a circulação de diversas marcas similares que não têm autorização oficial, inclusive as que são anunciadas em redes sociais e plataformas digitais.
Especialistas destacam que medicamentos sem avaliação técnica podem conter substâncias não declaradas e causar reações adversas graves. O uso de fármacos para perda de peso deve ser sempre orientado e acompanhado por profissionais de saúde, com prescrição médica e registro em órgãos reguladores.