Sonho interrompido: jovem atleta de jiu-jítsu queria conquistar a faixa preta

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Foto: Arquivo pessoal da familia

Mais do que os títulos conquistados, o que marcava a trajetória de Wivian Rafaela de Almeida, de 19 anos, era o sonho de chegar à faixa preta no jiu-jítsu. A jovem, que morreu após ser atropelada na AMG-0105, entre Prudente de Morais e Funilândia, vinha construindo uma história de dedicação dentro e fora dos tatames.

Natural da comunidade de Cambaubas, na zona rural de Funilândia, Wivian cresceu ajudando os pais no bar da família. Ainda criança teve contato com o jiu-jítsu, mas foi há cerca de dois anos, ao intensificar a rotina em Sete Lagoas, que retomou os treinos com foco total no esporte.

Integrante da equipe Dual FigthTeam, ela passou a treinar com objetivo competitivo. Segundo pessoas próximas, era disciplinada, determinada e demonstrava evolução constante. Em novembro do ano passado, conquistou a faixa azul, etapa importante na caminhada até a tão sonhada faixa preta.

No último domingo, um dia antes do acidente, Wivian comemorou mais uma conquista: o bicampeonato do cinturão da JJFA e o ouro em sua categoria. A vitória reforçava que o sonho estava cada vez mais próximo.

A história da jovem deixa como legado a perseverança e o exemplo de alguém que acreditava no esporte como caminho de crescimento pessoal e realização.

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