Delegada é transferida após marido ser preso usando viatura da Polícia Civil em BH

Servidoras da Polícia Civil foram alvo de investigação após homem ser flagrado dirigindo veículo oficial na capital mineira.

Compartilhe:
Advogado Renan Rachid Silva Vieira e a esposa, a delegada Wanessa Santana Martins Vieira — Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais foi transferida de unidade após o marido ser preso por utilizar uma viatura oficial da corporação em Belo Horizonte. O caso ocorreu na Região da Pampulha e passou a ser investigado pela Corregedoria da instituição.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o homem foi flagrado conduzindo um carro descaracterizado da Polícia Civil que estava sob responsabilidade da delegada. A prisão ocorreu após diligências realizadas pela própria corregedoria da corporação.

O suspeito, que é advogado, foi preso pelo crime de peculato, que ocorre quando um bem público é utilizado de forma indevida. Conforme as investigações, ele utilizava o veículo oficial para deslocamentos pessoais, inclusive para ir ao trabalho.

A delegada também foi ouvida pelas autoridades no momento da ocorrência. Após os procedimentos iniciais, ela foi encaminhada para a Casa de Custódia da Polícia Civil, onde ficaram registradas as medidas administrativas relacionadas ao caso.

Diante da repercussão do episódio e da apuração interna em andamento, a Polícia Civil decidiu transferir a delegada de unidade enquanto o caso segue sob análise da corregedoria.

Além do episódio envolvendo a viatura, o marido da delegada também já era investigado em outros procedimentos policiais. Segundo informações levantadas nas investigações, havia denúncias relacionadas a estelionato, agiotagem e ameaças registradas anteriormente contra ele.

As autoridades informaram que as apurações continuam para esclarecer todos os detalhes sobre o uso do veículo oficial e verificar possíveis responsabilidades administrativas ou criminais.

A Polícia Civil afirmou, por meio de nota, que não tolera desvios de conduta e que todas as situações envolvendo servidores são analisadas pela corregedoria da instituição.

Compartilhe: