MP investiga obra de hospital regional de Sete Lagoas

Foto: Hoje em Dia
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O Ministério Público de Minas Gerais abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na licitação e execução das obras do Hospital Regional Doutor Márcio Paulino, em Sete Lagoas, Região Central do Estado.

No escopo das apurações está a paralisação das obras da unidade de saúde pela Construtora Waldemar Polizzi Ltda (CWP)pós recebimento do valor integral firmado em contrato, conforme revelou com exclusividade o Hoje em Dia.

Mesmo após o repasse e R$ 52,807milhões, a empresa construiu apenas metade do que foi firmado em contrato. A promessa era entregar o hospital pronto em 610 dias. Deveria ter ficado pronto em 2013.

As investigações buscam respostas sobre as condições em que ocorreram o certame e as obras. O sócio-administrador da CWP, Maurílio Bretas, foi preso durante a Operação Aequalis da Polícia Federal, acusado de participar do desvio de cerca de R$14 milhões na construção do complexo Hidroex, em Frutal, ainda inconcluso.

A CWP pertenceu, no passado, a um primo do exgovernadorAntonio Anastasia, que não está sob investigação. Outra questãoemanálise
é a participação de Nadab Abelin, ex-assessor de Anastasia, na licitação. Ele deixou o governo do Estado, tornando-se secretário de Governo na Prefeitura de Sete Lagoas, e foi uma das testemunhas que assinaram o contratodelicitação.

Denúncias feitas ao MP questionam se ele teve influência sobre o processo. Abelin nega qualquer interferência. “Assinei como testemunha, mas não tive influência nenhuma”, afirma. O prefeito à época, Mário Márcio Campolina, explica que convidou Abelin para o secretariado por ele ser setelagoano.

Em nota, o PSDB afirma que não teve participação no certame, apenas na liberação do recurso enquanto governo.

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