Confira detalhes do depoimento dos acusados pela morte do fisiculturista setelagoano

Audiência sobre o crime em boate foi realizada nesta segunda-feira, 29 de abril, no Fórum Lafayette

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Três dos cinco acusados de matar o fisiculturista Allan Guimarães Pontelo foram ouvidos nesta segunda-feira, 29 de abril, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. A última testemunha de defesa, o dono da boate, também foi ouvida. Dois réus continuam foragidos. Os trabalhos foram presididos pelo juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri, Marcelo Rodrigues Fioravante.

Em seu depoimento, o dono da boate afirmou que a vítima estava traficando entorpecentes dentro do estabelecimento, tendo sido flagrado no banheiro com grande quantidade de droga. Ao ser informado de que a equipe de segurança chamaria a polícia, segundo o empresário, Allan teria iniciado a briga. O proprietário explicou ainda a forma como a equipe de segurança trabalha e os procedimentos adotados em caso de brigas, desentendimentos e situações similares.

O primeiro réu a ser ouvido foi P.H.P.O. Ele estava foragido e foi preso em 1º de abril deste ano. Ele afirmou que frequentava a boate, pois tinha uma relação esporádica com uma mulher que ali trabalhava, e que, de vez em quando, prestava serviços de segurança no estabelecimento como autônomo. Ele afirmou ainda que não participou das agressões.

O segundo réu a ser ouvido foi o coordenador de segurança, D.A.D. Ele afirmou não ter participado da abordagem e que, ao tomar conhecimento da situação, procurou o proprietário, e o encontrou indo em direção ao banheiro na companhia de P.H.P.O., que já o tinha advertido sobre o ocorrido. Ainda segundo o coordenador, a boate possui espaço destinado a esse tipo de situação. Entretanto, Allan não foi levado para este local por ter resistido à abordagem.

O policial militar F.A.L. foi o último réu a ser ouvido. Ele afirmou que não estava na boate a trabalho e que estava na fila do banheiro no momento em que os seguranças abordaram Allan. Ele negou que estivesse armado e que tivesse sacado a arma para impedir que o público da boate se aproximasse da confusão. Ele afirmou que acredita ter sido acusado de ter participado do crime porque algumas pessoas presenciaram o momento em que ele conversou com P.H.P.O.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP), em 2 de setembro de 2017, Allan Pontelo foi abordado no banheiro da boate Hangar, no bairro Olhos d´Água, por dois seguranças, que o acusaram de estar traficando drogas. Allan foi conduzido para uma área restrita e, ao resistir à revista, foi espancado até a morte por C.F.S. e W.C.L, ainda foragidos. Os demais réus respondem por ter dado apoio à ação. O laudo de necropsia apontou “asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço” como causa da morte.

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