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Uma vizinha chamou a polícia ao avistar o homem ensanguentado dentro do carro, com a esposa correndo atrás dele e gritando que ele teria agredido a filha dos dois. Outra vizinha também testemunhou a cena e relatou à polícia que o homem conseguiu dirigir por alguns metros antes de bater em carros estacionados na rua. Ela contou que o casal brigava constantemente.
O homem foi socorrido pelos vizinhos e levado até o Hospital Metropolitano Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, também na região Noroeste, mas ele morreu no bloco cirúrgico. A suspeita deixou os dois filhos com uma cunhada, em casa, e estava na casa de uma amiga, até ser convencida pelo irmão de se apresentar à polícia.
Ela se apresentou na delegacia e confessou ter esfaqueado o marido pelo menos duas vezes no peito. Segundo relatou aos militares, ele a agredia física e psicologicamente há anos e, quando ela tentava chamar a polícia, a trancava no quarto. O homem era usuário de drogas, de acordo com ela.
Na noite do assassinato, ela estaria assistindo a TV com os filhos quando ele chegou em casa exaltado. Quando a mulher perguntou o porquê da raiva dele, o homem a teria levado ao quarto, a jogado na cama e tentado beijá-la à força. Quando não conseguiu, tentou enforcá-la com as mãos. A filha do casal, de 9 anos, assistiu à cena da porta e, quando correu para pedir socorro, o homem teria ido atrás dela e também tentado enforcá-la. No momento de desespero, continua a esposa, a suspeita teria pegado uma faca quando o homem desviou o olhar e o atingiu duas vezes no peito.
A polícia constatou que a mulher, detida na delegacia, tinha um hematoma no olho direito, machucados no rosto e marcas no pescoço.