
Um homem de 64 anos procurou a Base de Segurança Comunitária nesta quinta-feira (10) para relatar um possível caso de estelionato bancário envolvendo sua conta em uma agência bancária de Sete Lagoas.
Segundo o relato, em 8 de janeiro de 2021 ele contratou um empréstimo pessoal no valor de R$ 60 mil. Posteriormente, o gerente da agência teria oferecido novos empréstimos consignados sob a justificativa de quitar o contrato anterior. As novas operações foram realizadas em 19 de maio de 2021 (R$ 44.897,61) e em 10 de agosto de 2022 (R$ 68.894,34).
Após as contratações, o cliente passou a identificar movimentações bancárias que considera suspeitas. Ele afirma que foram feitos saques via cartão magnético — que nunca autorizou — nas seguintes datas e valores:
- 25/05/2021: R$ 39.243,12
- 05/07/2021: R$ 15.849,75
- 17/09/2021: R$ 36.332,04
- 01/01/2021: R$ 40.608,36
- 22/04/2022: R$ 19.986,35
- 02/05/2022: R$ 15.817,70
O comunicante disse que só tomou ciência desses saques em 2023, após contato telefônico do gerente informando sobre os débitos. Na ocasião, ele decidiu encerrar a conta bancária.
Em 2024, o homem recebeu dois boletos totalizando R$ 167.067,61 referentes aos contratos de empréstimos. Ele procurou a agência para solicitar extratos e compreender os lançamentos. Apesar de os valores consignados continuarem sendo descontados regularmente, a dívida teria sido repassada a uma empresa de cobrança, que passou a realizar contatos para negociação.
De acordo com ele, seu nome chegou a ser negativado, mas foi removido dos cadastros de inadimplência após a cessão da dívida.
O caso foi discutido em audiência no Procon de Sete Lagoas no dia 8 de julho deste ano. Representantes da agência alegaram que os empréstimos foram contratados por aplicativo e os saques realizados pelo próprio cliente, o que ele nega com veemência.
O denunciante pretende ingressar com ação judicial para apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos. Ele foi orientado sobre as medidas legais cabíveis.

























