
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para investigar a denúncia de uma mãe que afirma ter sido vítima de discriminação por parte de um motorista de aplicativo em Belo Horizonte. O caso, envolvendo sua filha diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ganhou repercussão após ser divulgado nas redes sociais.
Segundo o relato de Elisa Albuquerque, o episódio aconteceu após uma consulta médica em um posto de saúde no bairro Vila Jardim São José, na região da Pampulha. Ela solicitou uma corrida por aplicativo para retornar para casa e, ao entrar no veículo com a filha, teria sido surpreendida pela reação do motorista.
De acordo com a mãe, o condutor teria dito que não realizaria a viagem “com essa criança”. Elisa afirma que, naquele momento, a filha estava tranquila, sentada em seu colo e usando um crachá de identificação para pessoas com TEA.
Ao perceber que a recusa estaria relacionada à condição da criança, a mulher deixou o veículo, o que deu início a uma discussão. Em outro vídeo divulgado nas redes sociais, o motorista aparece dizendo para a passageira “comprar um carro” e a chamando de “palhaça”.
Em uma publicação, Elisa desabafou sobre o ocorrido e lamentou que situações desse tipo ainda aconteçam.
Após tomar conhecimento da denúncia, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito policial para apurar os fatos. Os envolvidos serão intimados para prestar esclarecimentos. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, em Belo Horizonte.
Uber se manifesta
Em nota, a Uber informou que a interação entre o motorista parceiro e a usuária foi gravada pela ferramenta de vídeo disponível no aplicativo do condutor.
Segundo a empresa, após analisar as imagens encaminhadas pelo motorista, não foi constatada recusa da viagem em razão da condição da criança.
A plataforma afirmou ainda que lamenta a discussão e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A Uber ressaltou que não tolera qualquer forma de discriminação e reforçou seu compromisso com o respeito, a igualdade e a inclusão de todos os usuários.
A empresa orienta que situações de desrespeito sejam comunicadas por meio dos canais oficiais do aplicativo para que possam ser analisadas e, se necessário, sejam adotadas as medidas cabíveis.



















