
Uma apuração minuciosa feita pelo Tecle Mídia traz à tona todos os detalhes de um caso que chocou Sete Lagoas na manhã deste domingo (20). O crime, que começou de forma silenciosa em um bairro residencial, se desenrolou em uma perseguição cinematográfica e terminou com o agressor baleado após confronto com a Polícia Militar.
O relógio marcava pouco mais de 6h40 quando moradores do bairro Nova Cidade se depararam com uma cena perturbadora. Um homem, armado com uma arma longa, abordou uma mulher e efetuou dois disparos contra ela. A vítima gritava por sua bolsa enquanto tentava resistir. O autor a ameaçou de morte e a forçou a entrar no banco traseiro de um Honda CR-V prata, fugindo logo em seguida.
Uma testemunha, que iniciava a limpeza de um lote nas proximidades, presenciou tudo. Ele gravou parte da ação com o celular e entregou o vídeo à polícia, embora tenha se recusado a fornecer seus dados por temer represálias. Outros moradores também colaboraram com imagens que mostravam o veículo circulando pelo bairro naquele horário.
Com base nessas informações, equipes da Polícia Militar iniciaram um cerco pela cidade. O veículo suspeito foi flagrado em diversos pontos estratégicos, e o condutor, ao perceber a aproximação policial, passou a efetuar disparos contra as viaturas. A resposta foi imediata: houve troca de tiros em plena via pública.
Em meio à perseguição, a vítima conseguiu se jogar do carro em movimento. Segundo relatos colhidos no hospital, ela estava retornando de uma festa quando foi surpreendida e sequestrada pelo ex-companheiro, que já a ameaçava de morte anteriormente.
O agressor seguiu em fuga por mais alguns quilômetros até colidir o carro. Ao ser cercado pela polícia, ele atirou contra si mesmo. Os militares conseguiram contê-lo com vida e apreenderam a arma utilizada. Ele foi levado ao hospital em estado grave e, por isso, não foi apresentado na delegacia.
Durante toda a ocorrência, os policiais agiram com cautela para garantir a integridade da vítima e evitar maiores riscos à população. A reportagem apurou que o relacionamento entre vítima e autor havia terminado há algum tempo e que ela já sofria ameaças, o que reforça a gravidade do caso e a importância da denúncia em situações de violência doméstica.
























