
Uma tragédia abalou a cidade de Durango, no México. Arellano Escobedo, de 14 anos, morreu no último sábado (20) em decorrência de complicações de uma cirurgia de aumento de seios. O procedimento teria sido realizado sem o conhecimento e a autorização do pai, o que levantou acusações de negligência e encobrimento.
De acordo com as investigações, a cirurgia foi feita pelo atual companheiro da mãe da adolescente, um cirurgião identificado pelas iniciais V.M.R.G. O caso veio à tona depois que o pai, Carlos Arellano, utilizou as redes sociais para denunciar a morte da filha. Ele afirmou que, no atestado de óbito, a causa da morte foi falsamente registrada como “doença”, o que, segundo ele, seria uma tentativa de ocultar a responsabilidade médica.
“Exijo que todos os responsáveis sejam investigados: o médico, a mãe, o hospital, seus administradores e todos os que participaram desse encobrimento”, declarou o pai em publicação.
Segundo a promotora Sonia Yadira de la Garza, da Fiscalía Geral do Estado de Durango, os dois pais chegaram a assinar o certificado de óbito. No entanto, o pai denunciou o caso ao descobrir, posteriormente, que a filha havia passado pela cirurgia estética.
O caso repercutiu em todo o país e chegou a ser comentado pela presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo. Em coletiva de imprensa na quarta-feira (23), a mandatária lamentou a perda e disse que pretende se reunir com os familiares da vítima para oferecer apoio.
A promotora informou ainda que a mãe da adolescente poderá responder por omissão de cuidados, enquanto o cirurgião poderá ser responsabilizado por homicídio culposo.

























