Uma pesquisa liderada pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio vem ganhando destaque no cenário científico internacional ao apresentar resultados promissores no tratamento de lesões na medula espinhal. A bióloga é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma substância experimental que pode representar avanço significativo na recuperação de pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
A polilaminina é uma forma polimerizada da proteína laminina, componente natural da matriz extracelular que exerce papel essencial no crescimento e regeneração celular. Após mais de duas décadas de estudos, a equipe coordenada por Tatiana desenvolveu uma versão estabilizada da proteína capaz de estimular o crescimento de fibras nervosas e favorecer a reorganização do tecido lesionado.
Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início da fase 1 dos testes clínicos em humanos, etapa que tem como objetivo avaliar a segurança da aplicação da substância. Nesta fase inicial, os estudos envolvem pacientes com lesões medulares completas dentro de critérios específicos.
Pesquisas pré-clínicas indicaram melhora funcional em modelos experimentais, o que abriu caminho para o avanço dos estudos. Especialistas ressaltam, no entanto, que o processo científico exige cautela e que os resultados definitivos dependerão das próximas fases de avaliação clínica.
O desenvolvimento da polilaminina coloca a ciência brasileira em posição de destaque e pode representar, no futuro, uma alternativa terapêutica para casos em que atualmente há poucas opções de recuperação.
