
Documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado indicam que o escritório de advocacia ligado à esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) teria recebido cerca de R$ 80,2 milhões de uma instituição financeira entre 2024 e 2025.
Os dados teriam sido obtidos a partir de declarações de Imposto de Renda da própria instituição e analisados pela comissão parlamentar. Os valores estariam relacionados à prestação de serviços jurídicos ao banco.
Em nota, o escritório negou a veracidade das informações e afirmou que os dados divulgados são incorretos e teriam sido obtidos de forma ilegal. A defesa também ressaltou que informações fiscais possuem caráter sigiloso.
Anteriormente, o próprio escritório já havia confirmado a prestação de serviços à instituição financeira, informando que realizou consultorias e atuação jurídica envolvendo uma equipe de advogados, além da contratação de outros escritórios parceiros.
Segundo a nota divulgada na ocasião, dezenas de reuniões foram realizadas na sede do banco, como parte do trabalho desenvolvido. No entanto, os valores cobrados pelos serviços não foram detalhados oficialmente.
Informações já divulgadas anteriormente apontavam a existência de um contrato de alto valor entre as partes, com pagamentos previstos ao longo de vários anos. Com a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, os repasses teriam sido interrompidos.
O caso segue em análise no âmbito da CPI, que apura possíveis irregularidades envolvendo o sistema financeiro e organizações investigadas.