Após desgaste político e pressão popular, Lula revoga “taxa das blusinhas” às vésperas das eleições

Pesquisa apontou que imposto sobre compras internacionais foi considerado o maior erro do governo por 62% dos brasileiros

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (12) o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. A decisão ocorre em meio ao desgaste político do governo e a poucos meses das eleições de 2026.

A medida havia sido criada pelo próprio governo dentro do programa Remessa Conforme e passou a valer em 2024, gerando forte reação negativa principalmente entre consumidores das classes C e D.

Nos últimos meses, aliados do Planalto passaram a admitir internamente que a cobrança se transformou em um dos principais símbolos da rejeição popular ao governo. Uma pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostrou que 62% dos brasileiros consideravam a “taxa das blusinhas” o maior erro da gestão Lula até agora.

O receio eleitoral e a queda na popularidade do presidente pesaram diretamente na decisão de revogar a medida.

O anúncio do governo foi feito de última hora no Palácio do Planalto. A nova medida provisória zera o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 e começa a valer imediatamente após publicação oficial.

Nos bastidores, integrantes do governo já reconheciam o desgaste causado pela cobrança. Em abril, o próprio Lula declarou que a medida teria sido “desnecessária” e admitiu prejuízos políticos causados pela taxação.

Mesmo com o recuo, a decisão reacendeu críticas nas redes sociais e entre opositores, que acusam o governo de mudar de posição apenas por pressão eleitoral e queda na aprovação popular. Pesquisas recentes apontam aumento da desaprovação ao presidente em 2026.

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