
O Atlas da Violência 2026 revelou quais são as cidades com as maiores taxas de homicídios em Minas Gerais. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e analisou dados de homicídios registrados e estimados entre 2023 e 2024 em municípios com mais de 100 mil habitantes.
A cidade de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, lidera o ranking estadual com taxa estimada de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes. O município também aparece entre os mais violentos do Brasil, ocupando a 33ª posição nacional.
Na segunda colocação está Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com taxa de 42,3 homicídios por 100 mil habitantes. O levantamento chama atenção para o elevado número de homicídios ocultos registrados no município, ou seja, mortes violentas inicialmente classificadas sem causa definida.
Teófilo Otoni aparece em terceiro lugar no ranking mineiro, seguido por Betim, Ubá e Sabará. Também integram a lista Vespasiano, Ibirité, Itabira e Contagem.
Confira o ranking das cidades mineiras com maiores taxas de homicídios estimados:
- Governador Valadares — 45,8
- Ribeirão das Neves — 42,3
- Teófilo Otoni — 35,8
- Betim — 35,2
- Ubá — 34,5
- Sabará — 34,3
- Vespasiano — 32,2
- Ibirité — 31,9
- Itabira — 29,7
- Contagem — 29,1
- Belo Horizonte
- Santa Luzia
- Coronel Fabriciano
- Ipatinga
- Sete Lagoas.
O estudo diferencia os homicídios oficialmente registrados das chamadas estimativas de homicídios. A metodologia utilizada soma os assassinatos registrados com mortes violentas classificadas sem definição clara da causa, consideradas possíveis homicídios não identificados inicialmente pelas estatísticas oficiais.
No cenário nacional, Maranguape, no Ceará, aparece como a cidade mais violenta do país, seguida por Jequié, na Bahia, e Maracanaú, também no Ceará.
Segundo os pesquisadores responsáveis pelo levantamento, a violência letal continua distribuída de forma desigual pelo Brasil. Estados das regiões Norte e Nordeste enfrentam maiores dificuldades relacionadas à atuação de facções criminosas, disputas territoriais e menor presença do Estado na área da segurança pública.