Justiça nega pedido de exame de insanidade mental para acusado de matar a mãe em Vespasiano

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Foto arquivo pessoal da família

A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de exame de insanidade mental solicitado pela defesa de Matteos França Campos, acusado de assassinar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana, de 56 anos. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (4) e concluiu que não existem elementos técnicos que indiquem incapacidade mental do réu.

De acordo com a juíza Ana Carolina Rauen, o argumento da defesa — baseado em um suposto vício do acusado em jogos de apostas online — não é suficiente para justificar o exame, uma vez que o pedido não foi acompanhado de laudos ou relatórios médicos que comprovassem qualquer transtorno psicológico.

A magistrada também rejeitou o pedido de quebra de sigilo bancário e o acesso aos registros de sites de apostas, sustentando que as informações estão protegidas por sigilo constitucional.

O crime

O caso ganhou repercussão em julho de 2025, quando a professora Soraya Tatiana foi encontrada morta, com sinais de asfixia, em uma área próxima a um viaduto em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as investigações, Matteos confessou ter enforcado a mãe após uma discussão motivada por questões financeiras.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o réu por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A promotoria também pediu o aumento da pena devido à asfixia e pelo uso de meio que dificultou a defesa da vítima, além da manutenção da prisão preventiva.

De acordo com o MP, o crime teria sido motivado pela recusa da mãe em quitar as dívidas do filho, que teria usado o dinheiro da família em apostas online e empréstimos consignados.

Prisão e andamento do caso

Matteos foi preso cinco dias após o corpo ser encontrado, em 25 de julho, e permanece detido preventivamente. Ele já passou por diferentes unidades prisionais da Grande Belo Horizonte, incluindo o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, e atualmente está custodiado em Caeté.

Caso seja condenado, o acusado pode pegar até 40 anos de prisão apenas pelo crime de feminicídio, pena que ainda pode ser aumentada devido aos agravantes reconhecidos pelo Ministério Público.

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