Leoa e chimpanzé morrem em dois dias no Zoológico de Belo Horizonte; prefeitura anuncia apuração dos casos

Animais não resistiram a procedimentos de anestesia realizados em sequência; prefeito Álvaro Damião determinou investigação e reunião com vereadores da causa animal.

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Foto: Divulgação

O Zoológico de Belo Horizonte registrou duas mortes em menos de 48 horas, ambas durante procedimentos com anestesia, o que acendeu um alerta sobre as condições de saúde e manejo dos animais no local.

Na terça-feira (11), a leoa Pretória, de 14 anos, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma anestesia realizada para tratamento de canal. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o felino apresentava fratura coronal nos dentes caninos inferiores, com indício de necrose na polpa dentária — problema identificado ainda no zoológico de origem. A leoa havia chegado à capital mineira em 15 de outubro, vinda do Parque Beto Carrero World, em Santa Catarina, junto com o leão-branco Mafu.

No dia seguinte, quarta-feira (12), a chimpanzé Kelly, de 27 anos, também morreu sob anestesia, desta vez durante a realização de exames fora do zoológico. A primata, que também havia chegado em outubro, apresentava problemas de saúde no útero e vinha sendo tratada pela equipe veterinária do Zoo. “Ela precisava ser anestesiada para fazer exames complementares, mas infelizmente não resistiu”, explicou o prefeito Álvaro Damião (União Brasil).

Em entrevista, Damião afirmou que uma apuração interna foi determinada e que o município vai reunir vereadores ligados à causa animal para acompanhar os desdobramentos.

“Nossa principal preocupação é garantir qualidade de vida aos animais que habitam o zoológico. Entretenimento e lazer são consequência”, declarou o prefeito.

Segundo dados divulgados pela administração municipal, 35 animais morreram no Zoológico de Belo Horizonte em 2025, número inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 48 óbitos anuais.

As duas mortes consecutivas — da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly — provocaram comoção e questionamentos sobre os protocolos anestésicos e as condições clínicas dos animais recém-chegados à capital. O caso seguirá sob investigação da Prefeitura de Belo Horizonte e da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB).

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