
O presidente dos Estados Unidos declarou neste sábado, 3, que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela após a invasão militar realizada no país e a captura de Nicolás Maduro. A afirmação foi feita durante a primeira manifestação oficial após a operação, em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.
Segundo o presidente, a permanência dos Estados Unidos na Venezuela ocorrerá até que seja possível conduzir uma transição de poder considerada adequada e segura. Ele afirmou que a intenção não é simplesmente substituir o comando do país por outra liderança sem garantias de estabilidade, alegando experiências negativas anteriores em intervenções internacionais.
Durante a declaração, o chefe do Executivo norte-americano afirmou que forças dos Estados Unidos já estão em território venezuelano e que permanecerão no país até que a transição seja concluída. De acordo com ele, a operação militar neutralizou completamente as defesas da Venezuela, sem registro de baixas entre militares norte-americanos ou danos a equipamentos utilizados na ação.
Ainda segundo o relato, a captura de Nicolás Maduro teria ocorrido durante a noite, em uma operação descrita como precisa e rápida. O presidente afirmou que Maduro e sua esposa foram detidos e encaminhados para responder a processos judiciais nos Estados Unidos, relacionados a acusações de narcotráfico e crimes contra cidadãos norte-americanos.
Pouco antes da coletiva, o presidente publicou em sua rede social uma imagem que, segundo ele, mostraria Maduro a bordo de um navio militar dos Estados Unidos. A postagem gerou repercussão internacional, mas até o momento não houve confirmação independente sobre o local exato da custódia.
O presidente também abordou o futuro do setor petrolífero venezuelano, afirmando que a área passará a ser controlada por empresas norte-americanas. Segundo ele, companhias dos Estados Unidos investirão bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do petróleo no país, que classificou como gravemente deteriorada.
Na mesma declaração, o governo norte-americano advertiu que está preparado para realizar uma nova ofensiva militar caso haja resistência interna. O presidente afirmou que uma segunda operação de maior escala chegou a ser considerada, mas que, no momento, avalia que não será necessária.
A situação segue acompanhada pela comunidade internacional, diante das implicações políticas, econômicas e diplomáticas do anúncio.

























