
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,44% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em janeiro de 2026. O resultado ficou acima da média nacional, que foi de 0,33% no mesmo período, colocando a RMBH como a quinta maior variação mensal entre as 16 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O principal responsável pelo avanço do índice na região foi o grupo Transportes, que apresentou o maior crescimento percentual no mês. Dentro desse grupo, a gasolina teve papel decisivo: o combustível subiu 3,68% em janeiro e respondeu pelo maior impacto individual positivo no IPCA da RMBH, contribuindo com 0,19 ponto percentual para o resultado geral.
No acumulado de 12 meses, a inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte atingiu 3,98%, o sexto menor resultado entre as áreas de abrangência da pesquisa. No cenário nacional, o IPCA acumulado no mesmo período ficou em 4,44%.
O desempenho da inflação na RMBH reflete a pressão exercida principalmente pelos custos de deslocamento, em um contexto de reajustes nos preços dos combustíveis, que afetam diretamente o orçamento das famílias e também impactam outros setores da economia.
Os dados fazem parte do levantamento mensal do IBGE e indicam que, apesar do controle no acumulado anual, a inflação segue sensível às variações nos preços de itens estratégicos, como a gasolina, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.



















