
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação de grande escala para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões no país.
Entre os alvos estão o CEO e sócio-fundador do Grupo Fictor, além de um ex-sócio da empresa, que tiveram endereços vasculhados na capital paulista. Um deles também foi alvo de quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça Federal.
Batizada de Operação Fallax, a ação cumpre mandados em três estados e inclui 21 prisões preventivas e 43 ordens de busca e apreensão. Até o início da manhã, pelo menos 13 pessoas já haviam sido presas, incluindo dois gerentes de uma instituição financeira pública.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava com apoio de funcionários do sistema financeiro, inserindo dados falsos para viabilizar saques e transferências indevidas. Os valores eram posteriormente lavados por meio de empresas de fachada, aquisição de bens de luxo e investimentos em criptoativos.
A apuração também aponta que a mesma estrutura de lavagem teria sido utilizada por uma facção criminosa, ampliando a gravidade do caso.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo de dezenas de pessoas físicas e jurídicas. As penas para os crimes investigados podem ultrapassar 50 anos de prisão.
As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas dentro do sistema bancário.

























