
O comandante Felipe Marques Monteiro, policial civil e piloto do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (SAER/Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (17), aos 46 anos, após mais de um ano internado em decorrência de um disparo sofrido durante uma operação policial.
Felipe foi baleado na cabeça em março de 2025, enquanto participava de uma operação aérea na comunidade Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, ele atuava em apoio à Operação Torniquete, voltada ao combate de grupos envolvidos em roubos e desmanche de vans.
Mesmo gravemente ferido, o policial ainda conseguiu colaborar para que a aeronave fosse estabilizada e pousada em segurança antes de ser socorrido.
O comandante foi encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal Miguel Couto e, posteriormente, transferido para o Hospital São Lucas, onde permaneceu internado por meses. Segundo informações divulgadas pela família, o tiro provocou graves lesões cranianas, com perda de parte do crânio.
Durante o período de recuperação, Felipe passou por diversas cirurgias, sessões de fisioterapia e tratamentos intensivos. A trajetória do policial mobilizou colegas de farda, amigos e milhares de pessoas nas redes sociais, que acompanharam campanhas de oração e atualizações sobre seu estado de saúde.
Em novembro de 2025, ele chegou a receber alta do CTI após meses de internação. Porém, recentemente, voltou a apresentar complicações clínicas após uma nova cirurgia para retirada de um hematoma. Nos últimos dias, a família informou agravamento do quadro infeccioso.
A morte do comandante gerou grande repercussão entre integrantes das forças de segurança do Rio de Janeiro. Felipe era reconhecido pela atuação na aviação policial e pelo trabalho em operações especiais da corporação.

























