Greve do transporte coletivo pode começar na próxima segunda-feira 1º em Sete Lagoas

Impasse sobre reajuste salarial pode provocar paralisação dos ônibus a partir de 1º de junho

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Foto: Tecle Mídia

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sete Lagoas (SINTTROSET) informou que a greve do transporte coletivo poderá começar já na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, em Sete Lagoas.

Segundo comunicado divulgado pela entidade, a paralisação da categoria havia sido suspensa anteriormente por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que concedeu prazo de 30 dias para negociação envolvendo o reajuste salarial dos trabalhadores.

De acordo com o sindicato, não houve avanço nas tratativas durante o período estabelecido pela Justiça, o que pode levar à retomada da greve nos próximos dias.

O cenário acontece em meio à intervenção administrativa decretada pela Prefeitura de Sete Lagoas na empresa Turi, responsável pelo transporte coletivo da cidade. A medida foi anunciada após problemas na prestação do serviço à população e questionamentos envolvendo repasses financeiros à Cooperselta.

Com a intervenção, a Prefeitura passa a ter acesso às informações sobre os valores arrecadados no sistema de transporte público e também autonomia para distribuir os repasses financeiros às empresas conforme decisão da câmara de compensação.

A administração municipal informou ainda que a intervenção também terá como objetivo apurar possíveis irregularidades cometidas pelas empresas na prestação dos serviços aos usuários do transporte coletivo.

Esta é a primeira vez na história de Sete Lagoas que a Prefeitura adota uma medida administrativa desse porte no sistema de transporte público.

Após a última paralisação dos ônibus na cidade, o prefeito Douglas Melo já havia declarado que tomaria medidas judiciais e administrativas para evitar novos prejuízos à população causados pela interrupção do serviço.

Mesmo com a intervenção, o impasse relacionado ao reajuste salarial da categoria segue sem definição.

O sindicato afirmou que permanece aberto ao diálogo, desde que haja apresentação de propostas consideradas efetivas pelos trabalhadores.

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