Mulher vive reclusa temendo ex que a atacou com machadinha e está solto

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Mulher vive em pânico

Uma mulher tem vivido enclausurada dentro da própria casa em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, desde que o ex-marido dela, condenado a 18 anos de prisão por quase matar ela e o ex-sogro a machadadas em 2011, fugiu da prisão no último dia 24 de agosto.

O condenado cumpria pena em regime semiaberto quando escapou da Penitenciária José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves. Sem pistas sobre o paradeiro dele, a vítima, que não terá o nome divulgado, teme que ele retorne para terminar o que começou há oito anos.

A mulher de 37 anos se lembra com detalhes do dia 17 de maio de 2011. Depois de ir a uma audiência do divórcio em que o criminoso não compareceu, ela e o pai voltaram para casa no fim do dia, momento em que foram surpreendidos pelo agressor.

O pai dela foi o primeiro a ser golpeado na cabeça. Ao todo, ele levou sete machadadas no local, o que o fez perder o movimento das pernas e parte da mobilidade dos braços. A mulher sofreu afundamento de crânio, um corte na parte posterior da cabeça e outro na perna.

Mesmo com o homem preso, a família sempre teve medo dele. Mas a notícia de que o criminoso não voltou para a prisão no mês passado trouxe de volta o medo da morte. “Na cadeia, ele só falava em vingança. Estamos presos dentro de casa, enquanto ele, um bandido, está solto”, disse a vítima.

Além de temer pela própria vida e dos pais, a mulher se apavora com a ideia de que o condenado tente se aproximar do filho deles, hoje com oito anos. “Estamos presos em casa: meu filho sem ir para a escola, meu pai sem sair na rua. Temos muito medo”, completa.

O ex-sogro do criminoso, que hoje se movimenta com ajuda de uma cadeira de rodas, é inadmissível que ele e os parentes precise viver presa dentro de casa enquanto o homem que quase destruiu sua família está a solta.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a direção do Presídio José Abranches Gonçalves comunicou a fuga do detento às polícias Civil e Militar, e também à Vara de Execuções Criminais.

“As circunstâncias e possíveis responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas administrativamente, por meio de um procedimento de investigação interno”, afirmou o órgão.

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