Grupos são presos por furto de combustíveis em Betim

Foto: Divulgação

Sete pessoas foram detidas, entre elas dois caminhoneiros, por suspeita de furto de combustíveis em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um homem também foi preso por receptação. Os dois grupos, que agiam de forma independente, foram apresentados à imprensa pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (9).

As investigações dos casos começaram em março deste ano, mas a equipe do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) acredita que as quadrilhas estavam na ativa há mais de um ano.

“Recebemos informações que pessoas estavam se associando para furtar esses combustíveis, gasolina e diesel, para vender ou adulterar e ter um lucro nessa prática criminosa”, explicou o delegado Gustavo Barletta.

Segundo o policial, caminhões de transportadores iam até a refinaria, abasteciam e, quando saíam, deslocavam direto para galpões localizados no bairro Teresópolis.

“O lacre era deixado frouxo para facilitar a esquema. Em média, eram furtados de 50 até 500 litros de cada caminhão. Devido à variação de clima, o combustível pode ter variação na quantidade. Com isso, quando os grupos furtavam pouco, os destinatários finais nem percebiam a diferença. Já no caso de maior quantidade, os criminosos adulteravam o líquido com outra substância ou pagavam quem era responsável por conferir o peso no momento da entrega para fazer ‘vistas grossas’”, detalhou Barletta.

Os donos dos galpões pagavam aos caminhoneiros que participavam do esquema R$ 2,30 por litro e revendiam a pessoas físicas ou a postos de gasolina de menor porte por R$ 3. O lucro de um deles variava de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

“As transportadoras donas dos caminhões alegam que não sabiam do esquema, mas ainda estamos investigando se há outros responsáveis por essa prática”, finalizou o delegado.

Alerta – Durante as prisões ontem, dois homens, que estavam abastecendo em um dos galpões, foram presos por receptação. “Um deles pagou fiança  no valor de R$ 937, e foi liberado. O outro ficou preso”, disse o delegado.

A polícia alerta a população para o risco de adquirir produtos que foram conseguidos de maneira ilícita.

“Não existe o criminoso se não tiver a pessoa que vá comprar aquele produto ilícito. É necessário ficar em alerta”, afirmou o delegado.

A pena para o crime de receptação é de um a quatro anos de prisão e multa.

VIARedação
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