Padrasto confessa assassinato de criança que estava desaparecida

Menina foi encontrada com sinais de abuso sexual e estrangulamento (Reprodução/Redes Sociais)

Uma menina de 5 anos foi encontrada morta dentro de uma caixa de papelão, na manhã desta sexta-feira (18), e o padrasto da criança confessou o assassinato. O crime ocorreu na cidade de Hortolândia, em São Paulo, e a morte da pequena Maria Clara comoveu pessoas por todo o país. O homem, que já tem passagem por estupro e é usuário de drogas, foi preso.

Maria Clara Calixto Nascimento estava desaparecida desde a manhã de ontem, de acordo com a PCSP (Polícia Civil de São Paulo). Segundo a avó da criança, ela havia saído de casa para brincar com uma vizinha. A mãe da menina, de 25 anos, chegou em casa e perguntou ao companheiro onde ela estava, mas o homem disse que estava dormindo e não a viu saindo.

A família começou a procurá-la pela cidade e registrou o desaparecimento da criança na Delegacia de Hortolândia. O padrasto, identificado como Cássio Martins Camilo, foi encontrado em Campinas depois de se abrigar na casa de parentes. Ainda ontem, ele havia prestado depoimento à PCSP, dizendo que desconhecia o paradeiro da enteada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a menina teria sofrido abuso sexual antes de ser assassinada. Maria Clara foi encontrada com sinais de estrangulamento, em local próximo à casa onde morava. “Resta saber agora onde e de que forma que esse bárbaro crime aconteceu. E saber também qual a motivação que levou ele a cometer esse crime”, disse a delegada seccional de Americana (SP), Martha Rocha, que responde pela Delegacia de Hortolândia, em entrevista à TV Globo.


Revolta

Além de provocar comoção nas redes sociais, o caso revoltou a população de Hortolândia, que se reuniu na frente da delegacia da cidade para protestar contra o crime e contra o autor. Parentes e amigos da família da vítima, além de membros da comunidade local, compareceram à delegacia enquanto o padrasto de Maria Clara prestava depoimento.

Além de xingamentos e gritos, bombas de fumaça foram jogadas no local. “Eu creio que a Maria não caia no esquecimento. Que a Justiça seja feita pela Maria, ela só tinha 5 anos. Pura meiguice, carinhosa. Quem conheceu ela sabe”, disse a avó da criança ao portal local Divulga Hortolândia.

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