
Familiares da funcionária pública Analici Ramos de Oliveira, de 50 anos, que foi sequestrada na última sexta-feira (23), em Governador Valadares, na região do Rio Doce, em Minas Gerais, receberam informações de que a mulher está morta. Um dos envolvidos no crime disse à família de que ela já está sem vida e que eles não irão localizar o corpo dela. A Polícia Civi de Minas Gerais (PCMG) ainda investiga o caso e, até o momento, não confirma a morte da funcionária pública.
“Ontem eu fui até a casa do sequestrador porque ele prometeu uma negociação. Só que eles falaram comigo que ela está morta”, disse a filha da vítima, Dieuryslane Ramos Rocha. Segundo ela, o homem teria exigido informações sobre o homem que teria assassinado o irmão dele, em julho deste ano. “Ninguém sabe onde esse cara está”, completou. Dieuryslane Rocha desconfia da informação de que sua mãe está morta e disse que continua colaborando com os trabalhos de buscas feitos pela Polícia.
Durante a tarde de ontem (25), um dos suspeitos de sequestrar Analici de Oliveira foi preso pelas equipes da Polícia Cívil. Ele não teve a identidade divulgada pelas autoridades. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça. Cerca de 20 policiais foram mobilizados na ação. No local onde ele foi encontrado, também foram apreendidos materiais que podem auxiliar nas investigações.
A família da vítima acredita que o sequestro tenha sido motivado por vingança. Isso porque um dos suspeitos pelo crime é um homem próximo ao líder de uma gangue, que foi morto por um amigo do sobrinho de Analici de Oliveira, em julho deste ano. O sobrinho da funcionária pública, que era conhecido como “Preto queijeiro”, tinha envolvimento com o crime e também teria sido morto por um desentendimento com membros desta gangue, que é rival do grupo em que ele fazia parte. “A gente já repassou essas informações para a polícia, mas até agora não tivemos respostas de nada”, disse a filha em contato com a reportagem do O Tempo no último sábado (24).
Desde a manhã de sexta-feira, quando o crime ocorreu, a PCMG instaurou um procedimento para apurar o ocorrido e tentar localizar a vítima. Equipes estiveram mobilizadas durante o final de semana nos trabalhos de diligências. A investigação deve continuar nesta segunda-feira.



















