Após cinco anos, Justiça de Sete Lagoas condena advogado a 44 anos por mandar matar colega em Funilândia

Thiago Fonseca Carvalho foi considerado mandante do assassinato de Juliano César Gomes, ocorrido em 2020, e cumprirá pena em regime fechado

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A esquerda Thiago Fonseca mentor da morte do colega Juliano César

A Justiça de Minas Gerais condenou o advogado Thiago Fonseca Carvalho a 44 anos de prisão em regime fechado por ser o mandante do assassinato do também advogado Juliano César Gomes, de 37 anos, morto em junho de 2020 em uma estrada que liga Sete Lagoas a Funilândia, na região Central do estado.

Segundo as investigações, Juliano foi executado a tiros em um crime classificado como “queima de arquivo”. Ele ficou desaparecido por mais de dez dias, e seu corpo foi encontrado no dia 8 de junho de 2020, às margens da estrada rural entre os dois municípios.

O julgamento, realizado no Fórum de Sete Lagoas, teve dois dias de duração. De acordo com a sentença, Thiago usou sua posição e conhecimento jurídico para planejar e tentar acobertar o crime, o que foi considerado um fator agravante na fixação da pena.

“O modus operandi dos crimes demonstra a periculosidade concreta do réu. Não restam dúvidas de que medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes para resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal”, destaca trecho da decisão judicial.

Em julho de 2021, os irmãos Jean e Júnio Néris, apontados como autores dos disparos, já haviam sido condenados pela Justiça. O caso teve grande repercussão em Sete Lagoas e Funilândia, principalmente por envolver dois profissionais do Direito e a frieza na execução do crime.

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