
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que está presa desde o dia 21 de maio. Com a decisão, ela passa oficialmente à condição de ré em uma ação que investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, e terá o prazo de dez dias para apresentar sua defesa à acusação.
Além dela, também passam a responder ao processo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior e Everton de Souza, identificado pelos investigadores como operador financeiro do esquema investigado.
A defesa da influenciadora sustenta que ela não integra qualquer organização criminosa e nega a prática de crimes. Os advogados afirmam que a inocência de Deolane será demonstrada durante o andamento do processo.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público na região de Presidente Prudente. Entre os integrantes da força-tarefa está o promotor Lincoln Gakiya, reconhecido nacionalmente por sua atuação em investigações envolvendo o PCC.
Segundo os investigadores, a advogada teria utilizado sua visibilidade pública e influência nas redes sociais para dar aparência de legalidade a recursos que seriam provenientes de atividades ilícitas da organização criminosa. A suspeita é de que essa atuação ocorresse, pelo menos, desde 2022.
A defesa também avalia solicitar, em momento posterior, a transferência do caso para a Justiça Federal. Atualmente, o processo tramita na Justiça Estadual de Presidente Venceslau, município do interior de São Paulo que abriga uma das principais unidades prisionais destinadas a integrantes da facção.



















