Nutricionista afirma ter sido dopada e furtada pela mesma diarista investigada por matar casal de idosos em BH

Vítima relata que crime ocorreu cinco dias antes do latrocínio que chocou a capital mineira.

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Nutricionista Rafaella de 28 anos e Paola Stefany — Foto: TV Globo/ Reprodução

Uma nutricionista de 28 anos afirma ter sido dopada e furtada pela mesma diarista investigada pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte. O caso teria ocorrido cinco dias antes do crime que ganhou repercussão em todo o estado e veio à tona após a conclusão das investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Segundo o relato da vítima, ela contratou a diarista por indicação em um grupo de moradores do bairro Buritis, onde diversas pessoas elogiavam o trabalho da profissional. Após combinar o serviço, a mulher compareceu ao apartamento na manhã de 25 de junho para realizar a limpeza.

A nutricionista contou que, pouco depois de sair de casa com o marido para comprar produtos de limpeza solicitados pela diarista, passou a sentir uma forte sonolência e acabou dormindo dentro do carro. O marido também relatou mal-estar ao retornar para o apartamento e adormeceu. Conforme a vítima, foi nesse período que diversos objetos foram levados da residência. Imagens de câmeras de segurança registraram a suspeita deixando o prédio carregando pertences.

Entre os bens furtados estavam roupas, joias, presentes e objetos pessoais. Parte dos materiais foi recuperada posteriormente durante as investigações realizadas pela Polícia Civil, mas as joias ainda não foram localizadas. A vítima informou que só percebeu o furto dias depois, quando retornou do hospital, onde acompanhava o marido após uma cirurgia.

Ela afirmou que descobriu a identidade da diarista ao pesquisar o nome vinculado à chave Pix utilizada para efetuar o pagamento do serviço, momento em que percebeu que se tratava da mesma mulher investigada pelo caso do casal de idosos.

Durante as investigações, a vítima também informou ao delegado responsável que acredita ter sido dopada após consumir água que estava em sua residência. A principal suspeita é que a substância utilizada tenha sido clonazepam, hipótese que faz parte das apurações conduzidas pela Polícia Civil.

Após o episódio, a nutricionista afirmou que passou a ter receio de contratar prestadores de serviço e defendeu a adoção de mais medidas de segurança tanto por contratantes quanto por profissionais, como forma de reduzir riscos em futuras contratações.

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