
A estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi morta com mais de 100 facadas em Barbacena, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) durante a manifestação que resultou na conversão da prisão em flagrante do principal suspeito em prisão preventiva.
O namorado da vítima, Gustavo Dutra Lima, de 25 anos, é apontado como autor do feminicídio. Ele foi preso no domingo (28), em Bom Jardim de Minas, e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira (29).
Na manifestação, o Ministério Público ressaltou a extrema violência do crime. Segundo o órgão, Letícia sofreu “mais de uma centena de golpes”, que provocaram múltiplas lesões e intenso derramamento de sangue, evidenciando a brutalidade da ação.
O corpo da estudante foi encontrado no último sábado (27) pelo ex-marido, após uma amiga da vítima estranhar a falta de contato e pedir que ele fosse até o apartamento. Equipes do Samu estiveram no local e confirmaram o óbito. A faca utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Militar.
As investigações apontam que Letícia esteve com o namorado em um evento na noite anterior ao crime e, em seguida, os dois seguiram para o apartamento onde ela morava. De acordo com a polícia, o suspeito permaneceu no imóvel após o assassinato e foi localizado no dia seguinte portando a carteira da vítima, com cartões bancários em nome dela.
O caso também revelou um histórico de violência no relacionamento. Conforme a investigação, Letícia havia denunciado o namorado em fevereiro deste ano por ameaças e comportamento agressivo. Testemunhas relataram que o relacionamento era marcado por constantes discussões motivadas por ciúmes.
A morte da estudante causou grande comoção em Barbacena. A Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME) e o Diretório Acadêmico da instituição divulgaram notas de pesar, lamentando a perda e prestando solidariedade aos familiares e amigos.
A Polícia Civil continua investigando o caso, que é tratado como feminicídio.




















