Um adolescente de 12 anos utilizou as redes sociais para denunciar agressões físicas cometidas por sua mãe, de 39 anos, em Belo Horizonte. O garoto compartilhou imagens de circuito de segurança que registraram os episódios de violência. As agressões teriam ocorrido tanto na residência onde ele vivia com a mãe quanto na casa de sua avó materna, ambas localizadas no bairro Nova Cachoeirinha, na região Nordeste da capital mineira.
Eliane Mary Gonçalves, avó materna do menino e detentora da sua guarda legal há cerca de um ano, revela que as agressões acontecem há aproximadamente três anos. “Ele resolveu denunciar porque fica entre a cruz e a espada. Além das agressões, ela já foi presa por furto no Centro. São vários os motivos que me fizeram pedir a guarda do meu neto”, acrescenta Eliane.
Um dos vídeos compartilhados pelo adolescente nas redes sociais mostra o momento em que é puxado pela mãe, enquanto a avó e o tio tentam contê-la. O garoto fez um apelo por ajuda: “Minha mãe nesse dia quase me matou. Ela me jogou no chão, bati minha cabeça. Ela arrombou o portão da minha avó só para tentar me matar, o meu tio e minha avó. Se quiser me ajudar, manda para outras pessoas, por favor”.
As agressões recorrentes já mobilizaram a polícia, com diversos boletins de ocorrência registrados. Em um desses registros, a mãe do garoto teria ameaçado matá-lo, além de tentar arrombar o portão da casa da avó com um pedaço de madeira. Eliane relata que a polícia é chamada, mas a mãe é liberada posteriormente, e as agressões se repetem.
Eliane descreve a mãe do garoto como bipolar e alega que ela utiliza essa condição a seu favor. Vizinhos também têm sido perturbados pela violência e já acionaram a polícia. O menino já chegou a fugir de casa durante a madrugada para escapar das agressões.
O adolescente, filho único, reside com sua avó materna desde o ano passado. Ele é cuidado por ela e por um tio que mora na mesma casa. O pai do garoto não é mais presente, tendo se afastado devido às agressões.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, por meio de nota, que um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso, e o trabalho continua em andamento sob sigilo devido ao envolvimento de um adolescente. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais também afirmou, por meio de nota, que o processo tramita em segredo de justiça para proteger a vítima, dado o envolvimento de um menor de idade.






















