
O homem suspeito de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, na manhã desta segunda-feira (11), em Belo Horizonte, é casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele foi localizado e preso no mesmo dia, enquanto malhava em uma academia de alto padrão na região Oeste da capital.
Nas redes sociais, a esposa do suspeito informava atuar na Polícia Civil desde 2013. No histórico profissional, destacava ter exercido o cargo de assessora de Articulação Interinstitucional da corporação e ser membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil. A delegada também se apresentava como especialista em Direito Público, Ciências Penais e Segurança Pública, além de mestre em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência pela Faculdade de Medicina da UFMG. Após a repercussão do caso, ela excluiu seu perfil no Instagram.
O crime ocorreu por volta das 9h, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, o caminhão de coleta em que a vítima trabalhava estava parado para recolher lixo quando um veículo BYD cinza se aproximou no sentido contrário. Irritado com a situação, o motorista teria sacado uma arma, apontado para a condutora do caminhão e ameaçado atirar caso ela encostasse no carro.
Testemunhas relataram que, mesmo após pedidos para que não atirasse, o suspeito desceu do veículo e disparou contra Laudemir, atingindo-o na região das costelas. O gari foi socorrido por populares e levado ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o procedimento investigativo será formalizado após o registro do boletim de ocorrência e que novas informações poderão ser divulgadas assim que os trabalhos de polícia judiciária forem concluídos.























