Polícia investiga morte de bebê indígena por choque elétrico em aldeia de Brumadinho

Menino de um ano e um mês sofreu descarga elétrica ao tocar em tomada ligada a uma máquina de lavar; caso é investigado pela Polícia Civil

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Polícia investiga morte de bebê indígena, em Brumadinho

Um bebê indígena de um ano e um mês morreu após sofrer um choque elétrico na Aldeia Kamakã Mongoió, localizada em um assentamento em Brumadinho (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu na segunda-feira (27) e é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

De acordo com o relato da mãe, Thatielly Barros da Silva, o pequeno Hendrick Thawyk Fernandes da Silva brincava no terreiro com um gato de estimação quando correu em direção à máquina de lavar. Ao tentar alcançá-lo, a mãe viu o menino com a mão sobre a tomada, recebendo uma forte descarga elétrica.

Uma vizinha ajudou no socorro e levou a criança até a UPA de Piedade do Paraopeba, mas o médico informou que o bebê chegou sem sinais vitais. Foram feitas tentativas de reanimação, porém Hendrick não resistiu.

O terreno onde está localizada a aldeia pertence à Vale, que cedeu o espaço à comunidade indígena em 2024. Em nota, a mineradora lamentou a tragédia e afirmou manter diálogo constante com o povo Kamakã Mongoió, reforçando que já havia emitido carta de anuência para a instalação de energia elétrica na área.

Já a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) declarou que o local não possui rede regular de energia elétrica, por ser um assentamento sem regularização fundiária, o que impede a instalação formal. A empresa informou que enviará uma equipe ao local para verificar se há ligações clandestinas que poderiam ter causado o acidente.

A Polícia Civil encaminhou o corpo ao Posto Médico-Legal de Betim para realização de exames. O caso segue sob investigação para determinar as causas exatas e as circunstâncias da morte.

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