
Uma moradora de Sete Lagoas procurou a Polícia Militar após descobrir que um veículo vendido há anos continua registrado em seu nome, acumulando débitos e até um financiamento que ela afirma desconhecer.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que, em 2020, o então sogro adquiriu um VW Gol, de cor prata, placas QNR-1457, e registrou o veículo em seu nome com a intenção de futuramente deixá-lo para a neta.
Após a separação do casal, ela foi procurada pelo ex-sogro, que informou ter vendido o automóvel e solicitou sua assinatura no recibo de compra e venda para concluir a negociação. A vítima afirmou que assinou o documento acreditando que a transferência seria finalizada.
No entanto, ao tentar sacar o FGTS para comprar um imóvel, foi informada de que havia pendências vinculadas ao seu CPF. Dias depois, recebeu uma notificação da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais comunicando débitos de IPVA relacionados ao veículo.
Ao consultar a situação do automóvel, a mulher constatou que ele permanece registrado em seu nome, além de possuir multas, débitos de licenciamento e uma restrição financeira por alienação fiduciária junto ao Banco PAN, contrato que ela afirma nunca ter firmado nem recebido qualquer comunicação.
Ainda conforme o registro policial, a vítima conseguiu contato com um intermediador da negociação, que informou ter apenas participado da venda para um homem identificado apenas como “Tiago”, proprietário de uma agência de veículos em Betim.
A mulher relatou que a situação está impedindo a conclusão da compra de sua casa e registrou a ocorrência para resguardar seus direitos. O caso será apurado pela Polícia Civil.





















