Operação Creme de la Creme apreende drogas de luxo e prende quatro suspeitos em Minas; Justiça bloqueia R$ 50 milhões

Ação da Polícia Civil cumpriu 27 mandados e desarticulou organização que vendia ecstasy, haxixe e skunk para público de classe média e alta

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Foto: Polícia Civil

Quatro homens foram presos e mais de 13 quilos de drogas de alto valor foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (13) durante a Operação Creme de la Creme, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A ação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Betim, Brumadinho, Sarzedo — na Região Metropolitana — e em Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado.

As investigações identificaram uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas sintéticas e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ecstasy, skunk e haxixe em BH, na Grande BH e em cidades do interior. Parte do esquema envolvia vendas pelas redes sociais, uso de motoboys, envios pelos Correios e até marketplace. Os criminosos possuíam marca própria e padronização de produto, direcionada ao público de classe média e média-alta.

“O trabalho mostra que não se trata de drogas consumidas em aglomerados ou regiões mais pobres, mas sim um mercado voltado para consumidores com maior poder aquisitivo. A organização era extremamente estruturada”, afirmou o delegado Sérgio Belizário.

Durante um ano de investigação, a Polícia Civil prendeu integrantes, cruzou movimentações financeiras e avançou com a quebra de sigilo telefônico. A Justiça determinou o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 50 milhões, vinculados ao esquema.

Dos quatro detidos, um foi preso em Pará de Minas, enquanto os outros três estavam em Contagem, no local onde os mais de 13 quilos de drogas foram encontrados. Também foram apreendidos celulares, anotações do tráfico e endereços que podem levar a novos envolvidos.

Cerca de 150 policiais civis participaram da operação, coordenada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc). As investigações seguem em andamento.

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