
Uma mulher grávida de 29 anos e o bebê que ela esperava morreram após uma longa espera por atendimento obstétrico no Hospital São Francisco, em Três Marias, na região Central de Minas Gerais. O caso ocorreu na última semana e é investigado pela Polícia Civil.
Segundo as investigações, a gestante procurou a unidade de saúde na noite de segunda-feira (8) apresentando um quadro de hipertensão durante a 30ª semana de gestação. Após receber atendimento inicial e medicação para controle da pressão arterial, seu estado de saúde teria se agravado ao longo da madrugada.
De acordo com o registro policial, a paciente passou a sentir fortes dores e necessitava de avaliação especializada. A equipe do hospital informou que acionou diversas vezes o médico obstetra que estava de sobreaviso, relatando a gravidade do quadro clínico.
Ainda conforme a investigação, o profissional teria sido acionado sete vezes entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira (9). A gestante chegou a desmaiar em diferentes momentos antes de morrer. O bebê também não resistiu.
A Polícia Civil investiga se houve omissão ou negligência no atendimento. O médico chegou a ser preso após os fatos, mas foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade. Durante as investigações, ele está impedido de atuar na rede pública de saúde.
A defesa do profissional afirmou que o caso ainda está em fase inicial de apuração e que todas as circunstâncias precisam ser analisadas pelas autoridades competentes. Também destacou que o médico atuava em regime de sobreaviso, modalidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, e que o contexto do atendimento é mais complexo do que o apresentado até o momento.
O Hospital São Francisco não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização das informações.
A morte da gestante e do bebê gerou grande repercussão em Três Marias e levantou debates sobre a estrutura de atendimento obstétrico e a disponibilidade de especialistas em unidades de saúde do interior.

















