
A greve dos funcionários da Turi pode ganhar novos desdobramentos em Sete Lagoas. Após a paralisação parcial iniciada nesta terça-feira (9), trabalhadores avaliam ampliar o movimento para 100% da frota caso não haja acordo entre a empresa e a categoria nas próximas horas.
Atualmente, a paralisação afeta 40% dos ônibus da concessionária, percentual definido por determinação judicial após audiência entre representantes dos trabalhadores e da empresa. Com isso, 60% da operação segue em funcionamento.
Além do impasse envolvendo o reajuste salarial, os funcionários também reclamam do atraso no pagamento dos salários. Segundo a categoria, os vencimentos deveriam ter sido depositados no último sábado, mas até o momento o problema não havia sido solucionado, aumentando a insatisfação entre os trabalhadores.
De acordo com representantes do movimento, os profissionais reivindicam um reajuste considerado compatível com a inflação acumulada no período, além da regularização dos pagamentos em atraso. A falta de avanço nas negociações teria contribuído para o endurecimento da mobilização.
Caso a situação não seja resolvida, a categoria afirma que poderá interromper totalmente as atividades, afetando toda a operação da Turi no município.
Enquanto isso, a Prefeitura de Sete Lagoas informou que intensificou a fiscalização do sistema para garantir o cumprimento da decisão judicial que determina a circulação mínima de 60% da frota durante a greve. O Executivo municipal também informou que os repasses sob responsabilidade do município estão em dia.
A paralisação já provoca reflexos na rotina dos usuários do transporte coletivo. Passageiros relatam atrasos, aumento no tempo de espera e dificuldades para embarque em algumas linhas desde o início do movimento.
O transporte alternativo, por sua vez, continua operando normalmente. A Cooperseltta informou que não aderiu à greve e segue atendendo a população da cidade.
Sem uma definição até o momento, a expectativa é que as próximas horas sejam decisivas para o futuro do transporte coletivo em Sete Lagoas. Caso não haja acordo entre empresa e funcionários, a paralisação poderá ser ampliada e atingir toda a frota da Turi.




















